

Introduction
Felippe Moraes é um artista plástico, pesquisador e curador independente nascido no Rio de Janeiro, Brasil em 9 de julho de 1988. Atualmente é doutorando em Arte Contemporânea no Colégio das Artes na Universidade de Coimbra e possui um MA Fine Art pela The University of Northampton.
Biografia
Nascido no Rio de Janeiro em 9 de Julho de 1988, bacharelou-se em Design de Produto no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Como artista plástico esteve em exposições em instituições nacionais e internacionais. Sua primeira exposição individual em uma instituição foi Construção no Paço das Artes em 2011 com acompanhamento crítico da curadora Fernanda Lopes como resultado da sua seleção na Temporada de Projetos. No mesmo ano mudou-se para a cidade de Northampton no Reino Unido para cursar o mestrado na University of Northampton. Em 2012 teve sua primeira exposição individual internacional intitulada Matter com texto do crítico Raphael Fonseca. Em 2012 retornou ao Brasil e tornou-se um dos artistas e conselheiros da Despina - Largo das Artes, onde desenvolveu a plataforma LargoLAB de acompanhamento artístico de projetos dos artistas nacionais e internacionais do programa de residências da instituição. Em 2013 na mesma instituição desenvolveu a exposição Hipotética em dupla com o artista Jonas Arrabal e esteve na exposição Mutatis Mutandis em diálogo com a obra de Vera Chaves Barcellos com curadoria de Bernardo de Souza e Bruna Fetter.
Em 2014 apresentou a exposição individual Ordem com curadoria de Adriano Casanova na Baró Galeria. No mesmo ano foi um dos dez finalistas do Prêmio EDP nas Artes 2014 no Instituto Tomie Ohtake e esteve na Trienal Frestas em Sorocaba com curadoria de Josué Mattos. Em 2015 esteve nas mostras coletivas Escala Humana com curadoria de Fernando Sicco no EAC Montevideo e Coisas Sem Nome no Instituto Tomie Ohtake.
Em 2016 foi o primeiro colocado no prêmio ArteMonumento2016 da FUNARTE levando à construção da obra pública permanente Monumento ao Horizonte no Caminho Niemeyer em Niterói. No mesmo ano apresentou a mostra individual Os Elementos com curadoria de Alexandre Sá no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica e Progressão no Museu de Arte Contemporânea de Niterói com curadoria de Michelle Sommer.
Em 2017 foi um dos vencedores do prêmio KARA 2017, ganhando uma residência em Teerã no Irã na Kooshk Residency. Em seguida participou da residência In Context na cidade Slănic Moldova na Romênia. Como legado à cidade criou a instalação permanente Monumento a Euclides (2017), uma espécie de monumento neolítico que reflete sobre as descrições geométricas elaboradas na obra Os Elementos do matemático grego Euclides. No mesmo ano apresentou a exposição individual Cosmografia na Baró Galeria em São Paulo com curadoria de Julia Lima, onde estreou os filmes The Drag That Said Phi (2017) estrelado pela drag queen norte-americana Alaska Thunderfuck e Harmonices Mundi (2017) com a banda iraniana Bomrani, inspirado no conceito de "Música das Esferas" descrito no livro "Harmonices Mundi"de Johannes Kepler.
Em 2018 Moraes realizou a mostra individual Proporción (Proporção) no Espacio de Arte Contemporáneo em Montevideu. No mesmo ano apresentou a exposição individual panorâmica IMENSURÁVEL, com curadoria de Alexandre Sá, na Caixa Cultural de Fortaleza. Em entrevista ao jornal Diário do Nordeste diz que "a mostra é uma reflexão sobre a obra como um todo nesse momento em que completo dez anos de carreira." Em 2019 o artista realizou a exposição individual Solfejo no Centro Cultural FIESP em São Paulo tratando sobre o som.
O artista define seu trabalho como "uma celebração da experiência do tangível e de como essa vivência, e somente ela, pode promover uma apreensão do intangível e do imaterial com tamanha eloquência retórica e poética. Trata-se de uma revelação que se dá pela ausência, pelas reticências, pelo espaço entre caracteres epistemológicos e pela contemplação daquilo que é infinito, invisível, oculto, que se esconde atrás do horizonte e que é, por fim, imensurável."
Como curador e pesquisador tem trabalhado em diversas frentes: em 2016 foi o curador da exposição Cidades Invisíveis na Despina - Largo das Artes. Em 2016 fundou o projeto HARP (Humanitarian Art Research Platform) orientando a pesquisa visual de artistas refugiados da Síria, República Democrática do Congo e Colômbia, desenvolvendo a curadoria das exposições Horizontes Possíveis no Museu do Amanhã e Tradução Provisória na Fábrica Bhering, ambas no Rio de Janeiro.